MAÇONARIA E VÍCIOS MORAIS (Orgulho e Vaidade)
Saudações fraternas. Como humanos comuns, devemos ser cientes de
que temos nossos “defeitos”, aos quais chamamos de vícios morais. Também
sabemos que não podemos ser tolerantes com esses vícios se quisermos progredir.
Refiro-me à tolerância que nós mesmos não podemos ter com nossos vícios. Sendo
estudiosos da simbologia das virtudes, não podemos aceitar passivamente nossos
vícios. Não podemos nos acomodar diante deles, principalmente antes de
apontá-los nos outros. Aquele que
enxerga o vício em si, antes de vê-lo nos outros, e o corrige, já conhece o
caminho da Sabedoria. Fácil? Não, claro que não é tão simples. Praticamente
todos nós terminamos nossas vidas sem conseguir tal êxito. Todavia, estamos
nesse mundo para progredir no sentido moral, respeitando as opiniões de caráter
religioso ou filosófico de cada um. Com esse objetivo, cabe a todos nós usar as
ferramentas possíveis para refletir onde erramos e ter a capacidade de nos
corrigirmos, sabendo que o primeiro muro a ser derrubado é o do Orgulho,
parceiro da Vaidade que fere nossa alma, que provoca o ódio, a inveja, a
corrupção. O orgulho é o pai de todos os vícios; a Vaidade, a mãe. É um vício
moral que atinge muitos entre nós, maçons, e há muitos irmãos que não se
apercebem disso, achando que ser maçom é motivo de vaidade, ostentação. Não!
Devemos ter, sim, o bom orgulho, em saber que estamos em busca da perfeição,
mesmo sem atingi-la no fim de nossos dias. Estamos construindo, dia a dia, um
ser melhor, como bons obreiros. Humildade é o remédio, na exata proporção da
vaidade. Esse é o antídoto, que se obtém na leitura, na cultura, nas artes, na
prática de sua religião, na prática do amor fraternal e familiar, deixando de lado
a preocupação com as aparências e visando o resultado dessa ação como exemplo
àqueles que nos cercam.
postado no jornal O Regional em 02/08/2012
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