MAÇONARIA E TOLERÂNCIA 12/07/2012
Saudações fraternas. Uma das virtudes mais apregoadas pelos
maçons, dentro e fora das reuniões, nos estudos simbólicos, é a Tolerância.
Essa virtude, entre outras, é fundamental para a convivência harmônica entre os
povos e um dos principais elementos da fraternidade, ao lado do amor e da
solidariedade. Todas essas virtudes juntas formam a argamassa que nos liga,
verdadeiramente, sem preconceitos e vaidades. Mas entendamos bem o que é
tolerância. Não se trata da atitude de aceitar tudo o que o próximo faz, em se
tratando de ações imorais, ou contra a ética. De maneira alguma, isso tem outro
nome: Conivência. Tolerância tem que haver sim, com as ideias, com
posicionamentos contrários aos nossos, mas que não firam a ética e a moral,
aceitas pela sociedade. Podemos ter um pensamento liberal e outro ser um
socialista e convivermos em harmonia, em que pese pensamentos opostos que até
influenciem nosso modo de vida, mas não podemos aceitar que um filho, amigo ou
irmão, aja contra a lei, contra os bons costumes aceitos ou contra as regras
sociais, ou seja, as leis estabelecidas. Isso não é tolerância. Se há um código
social a ser cumprido, que seja, respeitemo-lo, e quem não o cumprir deve ser
cobrado por isso. Existem os limites de cobrança, é óbvio, proporcionais ao
delito, mas não se pode, simplesmente, em nome da tolerância, relevar aquele
que não segue as regras sociais ou de alguma Instituição, sob pena de
incentivarmos o desregramento que nos leva ao caos social, perto do qual
vivemos, com altas taxas de criminalidade, desrespeito às pessoas e ao
patrimônio. E por quê? Pela omissão,
confundida com tolerância. Tolerante é quem convive pacificamente com quem
pensa de forma diferente, tem posições intelectuais diversas, mas não atitudes
contrárias ao bom senso comum.
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