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MAÇONARIA E RELIGIÕES II     (28/06/2012)

Saudações fraternas. Chegamos a um tema que sempre provoca celeuma dentro e fora da instituição maçônica. Não deveria, pois é claro, desde os tempos medievais, que, embora exercendo uma influência significativa sobre a cultura dos povos ocidentais,  do europeu particularmente, a Maçonaria nunca se propôs a ser uma religião, nem tampouco religiosa, como afirmam alguns maçons desavisados e pouco estudiosos, incluindo pretensos escritores. A maçonaria não operativa (simbólica) sempre se declarou como um centro de união de homens livres, com opiniões e crenças diversas, respeitando-se-lhes a liberdade de consciência. Para ser fraterno, solidário, integro, entendiam os maçons que estruturaram a Maçonaria simbólica, não necessitariam os homens terem exatamente a mesma crença, ainda mais porque ela é resultado dos nossos valores, da cultura, educação religiosa, o que  era obrigatório naquele crepúsculo da idade média, conhecida como era das trevas, quando as religiões, particularmente a igreja romana, dogmatizaram o povo, determinando a fidelidade cega ou a fogueira. É a história, são fatos incontestáveis. Na formação da maçonaria também há uma contribuição muito grande do judaísmo, que junto ao cristianismo deram a base de quase todas as filosofias ocidentais de maior importância, influindo de forma preponderante em sua construção. Mas dizer que a Maçonaria é religião ou dizer que ela é religiosa mostra desconhecimento. A Maçonaria incentiva que os homens tenham uma crença em um Ser Supremo, esperança em uma vida futura, seja como for, isso ficando reservado à intimidade de cada indivíduo. O que nos basta é que o homem seja virtuoso.  Incentivamos, não obrigamos, a todos os irmãos que pratiquem a religião. Só não podemos indicar qual delas.

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