Analisando o Judiciário e o Frei 15/10/2012
Em relação ao texto do professor e ex-frei Leonardo Boff,
para muitos um gênio, para outros, um revoltado sem batinas, desde que foi expurgado
pela Inquisição (censura) da Santa Igreja Católica Romana, faço minhas
ponderações. Já li vários textos do autor, merecedores de elogios, mas também
alguns que não valem as letras dos jornais
onde é colunista de conceito. Mas desta vez creio que extrapolou, referindo-me
ao texto publicado no jornal A Noticia de 13/10 p. p., onde faz acusações ao
judiciário, colocando todo o ranço conservador da esquerda, porque sim, a
esquerda brasileira é mais conservadora que a direita, onde ele acusa
explicitamente o STF de julgar contra o PT, acusando de preconceituosos os
ministros, como se fosse um ninho de ideólogos anti-petistas e como se esperassem o momento para “vingarem”
a derrota dos seus aliados nas três ultimas eleições. Bobagem pura, pobres argumentos
para expor o ódio que habita no coração do cristão que vê a possibilidade da
fama de seu ídolo, padrinho, compadre, seja lá o que for, cair, como de fato já
caiu na avaliação da classe média. Sabemos quem era o líder verdadeiro, mas
também souberam blindá-lo muito bem. Levaram ao holocausto os “Zés” e pouparam
a cabeça. Realmente, burro ele nunca foi, como exalta o (ex) frei. Mas quando
critica o judiciário, ou seja, a maioria que condenou os Zés e outros petistas
e aliados, ele se esquece de analisar a “ideologia” de Lewandowski e Dias
Toffoli, que votam sistematicamente absolvendo os mais “poderosos” ou estrelas
do partido (vejam os votos em Paulo Rocha, os dois Zés, João Paulo Cunha e por aí vai) em suas sentenças,
apenas condenando os “pés-de-chinelos”. Eles enfrentam a opinião pública,
jurídica e da mídia, absolvendo o que outros 8 ministros condenam, sem muitas
contra-razões. Lewandowski ainda tenta argumentar como ministro experiente, mas
Toffoli, um incompetente para tal cargo, mero advogado do PT premiado com um
dos maiores cargos da república, e imaginamos a razão disso, afinal era
assessor de Zé Dirceu na Casa Civil, ou seja, sabia muito mais do que se
imagina, e a bem da verdade, poderia ser co-réu no processo, quem sabe?
O mundo jurídico já sabia desses votos e já eram esperados,
assim como sabia que o relator condenaria a maioria dos acusados, excetos
alguns “pivetes” que se meteram no rolo, sem duvidas, mas não compensam na
cadeia. A surpresa, a meu ver, correu por conta de alguns ministros mais
recentes, de quem se esperava um “agradecimento”, o que, ainda bem, não
aconteceu. Agora, pergunta-se: Onde está de fato a ideologia? No julgador ou no
crítico apaixonado que presta um desserviço à democracia? Ou democrático é o
voto quando a nosso favor apenas? No
articulador, escritor, professor que não aceita a verdade real, termo jurídico
que define a verdade das verdades, que prevalece no julgo do juiz, ou no voto
do ministro, que como ser humano e também como julgador, expõe o que o levou a
sopesar, a avaliar e assim decidir seu juízo? O juiz, aliás, decide pelo seu
livre convencimento, sempre motivado, ou seja, fundamentado, com razões
explícitas para tal convencimento. Ele vai, como fizeram todos, até mesmo o absolvidor
Lewandowski, depois de se convencer da sentença que dará, expor razões legais e
sociais (usos e costumes) para seu voto, de acordo com a Constituição. Mesmo
quando os julgos não nos são favoráveis, é preciso respeitar a sentença, senão
iremos ao caos, o que pretende a esquerda neste momento, ou seja, tumultuar,
denegrir, encobrir o julgamento e fazer com que os fiéis eleitores se esqueçam
disso e votem novamente na mesma cambada. Infelizmente, muitos serão eleitos,
como já o foram em meio ao processo. Mas a justiça, se valer no Brasil, fará
com que alguns, pelo menos sejam cassados, uma vez que cadeia mesmo é difícil. Está
na hora da sociedade descruzar os braços e reiteradamente exigir essa resposta
do judiciário, do legislativo, que é pífio, e do executivo, excessivamente
fisiológico, que cede aos políticos de pouca ética e nenhuma moral. Acordemos e
desprezemos a fantasia, o preconceito com a Justiça, como prega o ex-frei,
conquanto se permita a liberdade de pensamento, não aceitemos ao direito deles
manipularem as mentes mais fracas. É necessário dar a Luz da educação ao povo para
que se aperceba disso.
veja materia de Leonardo Boff em http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-ideologizacao-do-judiciario-por-leonardo-boff
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