A MISSÃO DO SOLDADO E DO MAÇOM (inspirado em texto de
José Filardo-SP) M. M.
Saudações fraternas. Imagine-se um soldado bem treinado,
saído da academia, que vai para um quartel e no
primeiro dia de trabalho é mandado pelo seu comandante a fim de que treine como
marchar, que faça uma excelente faxina em seu alojamento, que treine tiro ao
alvo e fisicamente, que limpe suas armas, e as deixe lubrificadas e prontas
para o combate, mesmo que eles nunca aconteçam. Essa rotina repetir-se-ia em um
segundo dia, em um terceiro e muitos outros, seguidamente, até completar os 30
anos de serviços necessários para a aposentadoria, ganhando muitas medalhas e
promoções pelos relevantes serviços prestados à pátria, por não ter faltado
nenhum dia ao serviço, ter feito as melhores faxinas do quartel, acertado os
melhores tiros no papel circular e outros feitos do tipo. Então poderíamos
perguntar: De que valeu aquele treinamento todo? Para que serve um soldado bem
treinado se passa a vida fazendo limpeza em um quartel? È isso que se pergunta
aos maçons que não produzem, que não constroem socialmente, que não dão bons
exemplos, que não estão prontos para a batalha que nos espera. Os problemas
sociais existem e estão aí, nas nossas caras e
sabemos, o poder público não dá conta deles, exige que a sociedade trate deles
e só a sociedade organizada pode fazer algo nesse sentido porque ela tem
líderes, tem pessoas esclarecidas e, teoricamente, pessoas de bem, em seu
comando. A Maçonaria faz parte desse contexto. Somos soldados aquartelados em
nossas salas de reunião, mas diariamente devemos estar prontos para o bom
combate. Combate aos vícios morais, à corrupção, e não participar de artimanhas, conchavos,
fofocas, como fazem querer crer que são as
"coisas da Maçonaria". Também é nossa missão participar da evolução
social em todos os sentidos, político, cultural, humanístico, enfim, onde o
homem possa colaborar no progresso de seu desenvolvimento.
Publicado em O Regional em 05/09/2013
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