Pular para o conteúdo principal

A MISSÃO DO SOLDADO E DO MAÇOM (inspirado em texto de José Filardo-SP) M. M.

Saudações fraternas. Imagine-se um soldado bem treinado, saído da academia, que vai para um quartel e no primeiro dia de trabalho é mandado pelo seu comandante a fim de que treine como marchar, que faça uma excelente faxina em seu alojamento, que treine tiro ao alvo e fisicamente, que limpe suas armas, e as deixe lubrificadas e prontas para o combate, mesmo que eles nunca aconteçam. Essa rotina repetir-se-ia em um segundo dia, em um terceiro e muitos outros, seguidamente, até completar os 30 anos de serviços necessários para a aposentadoria, ganhando muitas medalhas e promoções pelos relevantes serviços prestados à pátria, por não ter faltado nenhum dia ao serviço, ter feito as melhores faxinas do quartel, acertado os melhores tiros no papel circular e outros feitos do tipo. Então poderíamos perguntar: De que valeu aquele treinamento todo? Para que serve um soldado bem treinado se passa a vida fazendo limpeza em um quartel? È isso que se pergunta aos maçons que não produzem, que não constroem socialmente, que não dão bons exemplos, que não estão prontos para a batalha que nos espera. Os problemas sociais existem e estão aí, nas nossas caras e sabemos, o poder público não dá conta deles, exige que a sociedade trate deles e só a sociedade organizada pode fazer algo nesse sentido porque ela tem líderes, tem pessoas esclarecidas e, teoricamente, pessoas de bem, em seu comando. A Maçonaria faz parte desse contexto. Somos soldados aquartelados em nossas salas de reunião, mas diariamente devemos estar prontos para o bom combate. Combate aos vícios morais, à corrupção,  e não participar de artimanhas, conchavos, fofocas,  como fazem querer crer que são as "coisas da Maçonaria". Também é nossa missão participar da evolução social em todos os sentidos, político, cultural, humanístico, enfim, onde o homem possa colaborar no progresso de seu desenvolvimento.

Publicado em O Regional em 05/09/2013

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DECEPÇÃO NATURAL COM OS HOMENS A Maçonaria brasileira continua sendo um poço de decepção para alguns homens que nela são iniciados.  Essa decepção não advém da Instituição e seus ensinamentos contidos nos símbolos, que são pouco explorados, pouco estudados pelos maçons atuais. Ela advém justamente dos seus pares, seus irmãos. Lamentavelmente o nível intelectual da maçonaria brasileira, leia0se, dos maçons, claro, é muito baixo. A interpretação feita dos poucos símbolos que se estuda, que se limita ao ritual, é muito confusa, carece de profundidade e de Mestres que realmente conheçam essa simbologia e que saibam despertar nos seus aprendizes o desejo de conhecer mais, de pesquisar. Para piorar, não se encontra mais na Maçonaria brasileira e não sei fora do Brasil como anda, é o animus para a participação social, que engloba ações beneficentes, ações sociais, ações políticas, sem ser partidárias, claro. Todo tipo de ação que soubemos antes de iniciarmos, a Instituiçã...
MAÇONARIA E CIVISMO Saudações fraternas.    Uma obrigação de toda a sociedade, inclusive das entidades organizadas de caráter ético-moralista, como é o caso da Maçonaria, é comemorar com espírito patriótico e até mesmo cívico, datas e personagens históricos que representem a nossa liberdade, emancipação e progresso. Datas importantes que sempre foram reverenciadas de forma mais respeitosa em passado recente, parecem hoje quase esquecidas. São lembradas apenas como feriado por ser dia de ir à praia, e não mais como uma data significativa para nossa história ou para nosso presente. Feriados são importantes para o comércio, sabemos disso, mas antes, o cidadão deve ter em mente que naquela data algo importante ocorreu em alguma época, para que ele pudesse estar ali comemorando.   Não tratamos aqui dos feriados atribuídos pela religião, e são vários, que talvez nem façam sentido para muitos. Em alguns locais comemoram até feriados em dia de santo “cassado”. No entanto, há...
EQUIDADE        27/12 Saudações fraternas. Para abordarmos o tema Justiça, como na semana anterior, importante é ver como deve ser aplicado o senso de julgamento. Justiça é a nivelação,   a igualdade entre as pessoas, de seus direitos e deveres. Mas e quem a aplica, com que ferramenta deve contar para fazê-lo com melhor senso? Não basta ter o dever ou o desejo de julgar e condenar. Deve contar com um forte valor moral que corrige os excessos do julgo, ou seja, a Equidade. Essa palavra tem origem na Atenas antiga e leva à noção de aplicação do Direito na aplicação da Justiça. Não podemos usar apenas nossos valores pessoais, opiniões, nossa “vingança” entranhada em um senso muitas vezes errado do que é justo ou não. É aí, justamente, onde muitos erram, pois julgam as pessoas e seus atos, pelo seu modo de viver, de pensar, de agir. Equidade é a correção que necessitamos fazer ao julgar, é a ponderação, o equilíbrio que buscamos no Direito, nas ...