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IGUALDADE II  - TALHANDO PEDRAS
Saudações fraternas.  Ainda a respeito da Igualdade, observamos o aspecto do comportamento perante a humanidade e perante a crença da divindade que cada um carrega em si. As crenças ou convicções podem ser diferentes, mas ninguém pode atestar que o outro está errado, muito menos que nós somos os certos diante daquilo que nos é desconhecido. A fé ou crença cega seja religiosa, mística, política, é um perigoso sinal de fanatismo. Até mesmo a fé tem que ser “racional”, ou seja, fundamentada em argumentos sólidos. Crer por crer ou porque outros nos mandam crer, é ignorância ou preguiça mental. Só podemos garantir aos demais aquilo que é concreto, no mais, é crença pessoal, por maior “certeza” que tenhamos. Portanto, respeitemos, ainda que com um gosto amargo de contrariedade nos lábios, a ideia das outras pessoas, incluindo os próximos. Mas não devemos tolerar é a ação negativa dos que pensam de forma diferente quando isso nos atinge material ou moralmente, porque estarão desrespeitando nossa forma de pensar. Pensamento contesta-se, diverge-se, debate-se, mas tolera-se. Não as ações incorretas. A tolerância não abrange comportamento imoral, anti-ético ou desrespeitoso. A igualdade reside no respeito mútuo. Por outro lado, muitas vezes respeitar também não é silenciar, mas sim mostrar onde possa residir um erro de pensamento por falta de informação, ou de comportamento, porém, limitando-se ao alerta ou ensinamentos. Assim, com essa atitude, de fato, seremos mais iguais.

O REGIONAL 29/11/2012

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